sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eles faltam, mas não faltam.

Eu nem sei o que quero de mim, quanto mais de nós.
O espaço, eu tenho.
Tempo, não me falta.
Carinho, amor, saudade, check.
Ódio, repulsa, afastamento, cá estão.
Mas e os sentimentos ? Esses parecem faltar.

Não sei o que passa no meu pintado coração. As suas cores andam mortas, mas lindas. Calmas mas ferozes. Em tudo o que acontece, ele está na paz, na sua, consigo. O medo é escasso mas mesmo assim perdura por todos os seus traços. E eu continuo sem perceber de onde vem estes tiros de borracha que o furam. Que furam o compartimento que diz "Amor" deixando sair partes e partes de tal sentimento. Ele percorre o meu corpo, de cima para baixo, e vai-se evaporando pelos poros. O estranho é que não sinto a falta dele.. é como se as balas ficassem dentro do compartimento a ocupar o espaço vazio. É como se as balas fossem pedaços de ti.

Eu amo-te (?).

3 comentários:

MartaCristina disse...

« É como se as balas fossem pedaços de ti. »

Então e com essa frase conclusiva? Ainda não sabes onde está o Amor dentro de ti? É o medo que como dizes, não é relevante mas está por toda a parte.

Creio que quem quer que seja ou o quer que seja a que te referes. Amas. O texto diz-me isso <33

Suh* disse...

a certeza do amor está na incerteza da questao.
a resposta está inteiramente dentro do teu coraçao

procura-a mas pelo texto ve-se que o que sentes é exactamente a mais bela e mais dolorosa palavra do mundo, Amor

bjnhos*

qualquer coisa eu ando por aqui :')

PauloMitchell disse...

Essa confusão um dia vai dar espaço para a certeza. <3