quinta-feira, 10 de junho de 2010

6ª Carta (Nunca) Achada.

Quantas mais? 1, 2, 3, 4, 100, um 8 deitado ?


Eu bem te (me) escrevo. Falo, penso, sinto e escrevo tudo aqui. Nestes pedaços de papel branco. Mas tu já nada me dizes. Nunca mais recebeste as minhas cartas? Ou deixas'te de responder?
Estou preocupado, e muito. É que as coisas têm estado diferentes. Se queres mesmo saber, bastante diferentes! A negra escuridão, agora é cinzenta. É preta mas clara. Grossa mas fina. Opaca mas ténue. É estranha. Tenho estado a habituar os meus olhos a tal cor. É tranquila mas cheia de suspanse. Parece um nevoeiro constante. Tenho medo, não sei o que fazer. Até aquele buraquinho por onde a luz passava mudou. Acho que desapareceu. Nunca mais o vi, nunca mais.. Tenho estado a escrever com este cinza em cima da vista, a embacia'la. Esforços enormes tenho eu feito para conseguir andar, escrever, ver, sentir.
Em contra-partida sinto'me um pouco melhor. Mais animado. Estranho, não é ?

Que te aconteceu amigo (a) ? Preciso de ti, e talvez precises de mim. Mas não sei que fazer! Guia'me e eu guiarte'ei.

Quantas mais cartas não correspondidas terei? 1, 45, 76, 889, um 8 deitado?

8 comentários:

Qéé disse...

o mundo é estranho.

Marta D'Almeida disse...

um dia terás a tua tão esperada resposta, quem sabe :)

R(eb)ú(çado) disse...

adorei a musica :D

R(eb)ú(çado) disse...

Obrigado :)
foi escrito com a cabeça e com o coração :)

R(eb)ú(çado) disse...

a falta de tempo sobrepos-se a tudo o resto! a semana da queima nao ajudou, depois tinha bastante que estudar e nao tinha escrito nada ! este poema tem uma semana, mas so deu pa postar hoje :)

R(eb)ú(çado) disse...

eu ja tinha tido blogs antes deste. mas ficaram ao abandono apos pouco tempo. e eu gosto "disto" ^^
mas nao deu mesmo pa postar antes. mas mal acabei de escrever este disse logo « isto vai po blog » . dito & feito.

R(eb)ú(çado) disse...

pretendo continuar :D
conforme tenha tempo, venho aqui e posto algo :)

P' disse...

A esperança não pode desparecer. Quando seixa de haver esperança não resta nada mais de nós. Por isso , continua a escrever , ele ou ela há-dem de responder.
Belo texto.