domingo, 13 de junho de 2010

Não é pedir muito.

Clareza, calmia e intensa explicação não é pedir muito!

Não basta dizeres que o teu ser, a tua pessoa, está farta disto. Das minhas desculpas e dos meus constantes erros. OK, que erro muito. MAS sou humano. Talvez abuse da sorte de ser humano e erre mesmo demasiadas vezes, mas sabes muito bem que tipo de erros são. São erros tipo NÃO TEM GRANDE IMPORTÂNCIA. Eu tenho consciência de alguns, outros não. O que prova a minha inocência, certo? Acho que sim. Não percebo o porquê de tanto dedo a apontar para mim. Eu faço pequenos e insignificantes erros, tu fazes erros com significado. Eu desculpo'te antes de acabares de fazeres o erro e tu ainda hesitas quando pensas em desculpar'me. Enfim, nem é bem por isso que estou neste estado, é mesmo pelo facto de me vires dizer que o copo encheu. A gota final está quase a cair.
Estou completamente a apanhar pedaços de ar do vazio, sabes?
Tu andas completamente onde não devias, e onde não devias andas completamente.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Por algum tempo.

"Té logo." me disses'te. "Xau xau" te respondi.

Uma pequena e controlada discussão. Sem nexo, sem sentido, sem sentimentos presentes além da raiva e do ódio, sem pés, cabeça e tronco, sem razão de existência! Eu fico, obvimamente, abalado, confuso e pior que estragado. Parece que não há cola que me cole os cacos que por aí andam. A sério que parece, amor. Não me parece que vá dar o braço a torcer, a sério que não. Vou ficar à espera da tua sms ou chamada. Ou provavelmente serei eu a ceder e afingir que estou mal, mais uma vez? Fingir que estou mal para as coisas ficarem bem? Sim, porque a maior parte das vezes é isso que acontece. E sinceramente arrependo'me sempre de o fazer porque estou a fazer figura de urso, mas ENFIM. Um pequeno mal para um bem maior, certo ? Certo. Discussão, sim discussão. Aposto que vem aí outra, e, infelizmente, esta é incontornável. É ir de encontro a ela e lutar. Agora é esperar por ela, mais logo..

"Té logo." me disses'te. "Xau xau" te respondi.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

6ª Carta (Nunca) Achada.

Quantas mais? 1, 2, 3, 4, 100, um 8 deitado ?


Eu bem te (me) escrevo. Falo, penso, sinto e escrevo tudo aqui. Nestes pedaços de papel branco. Mas tu já nada me dizes. Nunca mais recebeste as minhas cartas? Ou deixas'te de responder?
Estou preocupado, e muito. É que as coisas têm estado diferentes. Se queres mesmo saber, bastante diferentes! A negra escuridão, agora é cinzenta. É preta mas clara. Grossa mas fina. Opaca mas ténue. É estranha. Tenho estado a habituar os meus olhos a tal cor. É tranquila mas cheia de suspanse. Parece um nevoeiro constante. Tenho medo, não sei o que fazer. Até aquele buraquinho por onde a luz passava mudou. Acho que desapareceu. Nunca mais o vi, nunca mais.. Tenho estado a escrever com este cinza em cima da vista, a embacia'la. Esforços enormes tenho eu feito para conseguir andar, escrever, ver, sentir.
Em contra-partida sinto'me um pouco melhor. Mais animado. Estranho, não é ?

Que te aconteceu amigo (a) ? Preciso de ti, e talvez precises de mim. Mas não sei que fazer! Guia'me e eu guiarte'ei.

Quantas mais cartas não correspondidas terei? 1, 45, 76, 889, um 8 deitado?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tennynson

Há aqui uma música doce que cai mais suave que pétalas de rosa sopradas sobre a relva, que o orvalho da noite sobre as àguas calmas entre muros sombrios de granito, num desfiladeiro de luz..

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Demasiadas.

"Há alguma saída para ontem?"
Quantas vezes nos perguntamos isto ? Ou desejamos ? Uma viajem para o ontem, para o que aconteceu, para o nosso passado? Para algum momento no passado que lá permaneceu ?
Demasiadas vezes.

E na minha opinião, o passado é passado. Deve ficar onde está, no passado, quieto e sossegado. Sem ser remexido e com bilhetes não disponíveis para tal tempo. O único sítio onde ele pode e/ou deve ser vivido, mexido, remexido, desmontado e apagado, é do coração. Da mente e do coração. De resto, nada de se faz. Nós temos olhos na parte da frente da cara para ver para a frente, não para trás. E assim deve ser. Viver o presente, esperar pelo futuro e relembrar o passado.