Uma vez mais. Isto só pode ser um sonho sonhado e idealizado por ela. Sim, ela. Essa escuridão comprometedora de perfeição. Mas e se for ? Que remédio tenho eu além sonhar e sonhar e sonhar o que ela já escreveu ? Pois, não há outro remédio.
A minha mente hoje relembrou'me uma música antiga. Música do meu passado. Daquele passado que eu imagino que tive. Apesar da distância ao passado ainda conhecia a letra. Era nela que eu pensava quando a escuridão iluminou'se. Iluminou'se. É como olhar para um quadro preto, completamente preto. E alguém, sem darmos conta, desenhar um ponto branco no quadro. Quando nos apercebessemos já estavamos a olhar para uma escuridão com um ponto branco. Uma luzita. Ela começou aproximar'se do local, onde, suponho eu, estavam os meus pés, até parar. Baixei'me e bati com a cabeça no escuro. Era só mais alguma coisa que estava no caminho. Um passo atrás eu dei e voltei a baixar'me. Peguei no quadrado de luz que brilhava e.. mais uma carta!
Esta carta:
"Queria te afirmar, convicta, de que sou alguém. Que carrego, em mim, a mesma crucificação que tu. E ando aqui, a voar de árvore em árvore, a sentir o vento em mim, sem eu sequer ter controlo sobre a direcção para onde me guiam. Não tenho sequer controlo sobre os meus sentimentos. Os nossos sentimentos. Por quem quer que seja. Onde quer que seja. Somos portadores de igualdades. Do vazio. Vazio esse trazido pelo desespero das paredes que nos sufocam. Das canetas gastas. Dos papéis de socorro perdidos. Não só sinto uma humanidade calorenta a afogar-me a pele, como sinto que a meta da população, é serem infames. Que sejam. Enquanto nós nos questionamos continuamente - que raio de ar é este que respiro? que sufoca! - Em palavras já usadas em diálogos contigo, que claro, são monólogos no fundo, tento responder-te. Responder-me. Abraçar-me em respostas a perguntas tão mal formuladas e que surgem quase que repentinamente. Sem parar. Queria-te afirmar que sou alguém. Que te lê. No entanto, se o sou, mal o sei. Idependentemente de quem eu seja, onde quer que estejas e do meu estado psíquico. Sente-te minimamente compreendido. A minha existência é a prova necessária para saberes que os insanos, não somos nós, mas quem nós limita a isto."
Esta cruz não devia ser carregada por mais ninguém. Não devia, e desculpa por isso. Peço'te desculpa porque não devia haver ninguém nesta situação além de mim. Não devia! Tu ainda voas de árvore em árvore, eu à muito que não vejo uma. Estas paredes são mais espessas que o centro da terra, mais escuras que a escuridão preta como o preto e bruta como tudo. Não sei se há algo para lá delas. Elas só me dão a conhecer este papel e esta caneta com que (te) escrevo. Elas cospem isto como eu respiro.
Os meus olhos nada comem, os meus ouvidos nada vêm. O meu nariz só leva mesmo com esse ar, que ambos sabemos o pesado que ele é. O meu corpo só sente e só se desgasta. Desgasta'me aqui, pois no tempo não.
Monólogos. Sei muito bem o que isso é. Aqui, nada faço a não ser monologar. A escuridão sempre me ouve, mas nunca me responde. Só tu, oh ser correnpondido.
Começo a acreditar na tua palavra. Nas tuas letras escritas. És mesmo alguém. Nada poderia saber o que passo a não ser alguém na mesma situação. Agora, será que somos só nós que carregamos este fardo? Este saco cheio às costas?
Será a escuridão e este mundo incompreensivel, cheio de palavras e negrumes, quem nos enche o saco?
Obrigado Pessoa, obrigado.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
:@
Ora, Olá.
Infelizmente não está tudo bem e eu não venho para vos dar algo de bom. NÃO VENHO!
Recebi um email que provavelmente todos vocês (ou a grande parte) recebeu. Mas eu só o recebi agora.
Já tinha ouvido falar e acreditava profundamente, mas acreditar no ouvir e acreditar no ver.. Hoje vi, finalmente, o que me diziam! Não estou para rodeios porque se eu já antes detestava esta gente, então agora, ainda mais. Eu já lhes desejava morte, então agora desejo-lhes o inferno.
É mesmo muito forte e violento, estômagos fracos não são aconselhados. E fica desde já o aviso que eu não conheço muita gente como eu que tem ganda estômago e que aguenta mil e uma coisas. Esta, não aguento até meio!
(O email dizia o seguinte:)
Com uma câmera escondida filmaram animais sendo retirada a pele todos ainda vivos, dizem que é para permitir um corte limpo, depois as carcaças são jogadas em pilhas ainda vivos e por mais ou menos 10 minutos o coração bate e olhos piscam e as patas dos cachorrinhos tremem, teve um que levantou a cabeça e fixou OS olhos ensanguentados direto para câmera. Se não quiserem ver o vídeo ao menos assinem a petição, precisamos agir.
O vídeo que se segue é de uma violência dolorosa. Os seus silêncios atingem fundo cada um de nós. Protegendo OS animais tornamo-nos maiores. O planeta não é nosso, apenas o dividimos entre todos...
Por favor, ganha uns minutos do teu tempo e assina esta petição!
Faz também chegar esta mensagem a quem consideres poder ser sensível a esta causa.
Cuidado ao ver o vídeo, é mesmo muito violento.
Infelizmente não está tudo bem e eu não venho para vos dar algo de bom. NÃO VENHO!
Recebi um email que provavelmente todos vocês (ou a grande parte) recebeu. Mas eu só o recebi agora.
Já tinha ouvido falar e acreditava profundamente, mas acreditar no ouvir e acreditar no ver.. Hoje vi, finalmente, o que me diziam! Não estou para rodeios porque se eu já antes detestava esta gente, então agora, ainda mais. Eu já lhes desejava morte, então agora desejo-lhes o inferno.
É mesmo muito forte e violento, estômagos fracos não são aconselhados. E fica desde já o aviso que eu não conheço muita gente como eu que tem ganda estômago e que aguenta mil e uma coisas. Esta, não aguento até meio!
(O email dizia o seguinte:)
Com uma câmera escondida filmaram animais sendo retirada a pele todos ainda vivos, dizem que é para permitir um corte limpo, depois as carcaças são jogadas em pilhas ainda vivos e por mais ou menos 10 minutos o coração bate e olhos piscam e as patas dos cachorrinhos tremem, teve um que levantou a cabeça e fixou OS olhos ensanguentados direto para câmera. Se não quiserem ver o vídeo ao menos assinem a petição, precisamos agir.
O vídeo que se segue é de uma violência dolorosa. Os seus silêncios atingem fundo cada um de nós. Protegendo OS animais tornamo-nos maiores. O planeta não é nosso, apenas o dividimos entre todos...
Por favor, ganha uns minutos do teu tempo e assina esta petição!
Faz também chegar esta mensagem a quem consideres poder ser sensível a esta causa.
Cuidado ao ver o vídeo, é mesmo muito violento.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Um nó.
Uma grande diferença, um grande nó.
Estas loucuras novas, estas fantasias incomensuráveis presentes neste pequenino coração. É como uma libelinha no meio da selva. Pequenina, brilhante e pura.Um fio de azeite. Comparações ilimitadas permanentemente presentes. Sim. Permanentemente. Só ele sabe como e o porquê de estar tudo emaranhado. É como o tal fio de azeite, tão perfeito..utilizado para fazer ponto cruz. Imaginas? Um fiozinho de azeite a fazer de linha! Sem comentários.
Estas loucuras novas, estas fantasias incomensuráveis presentes neste pequenino coração. É como uma libelinha no meio da selva. Pequenina, brilhante e pura.
A culpa é dele.
Está tudo num nó.
Um nó, lindo.
sábado, 22 de maio de 2010
A 3ª Carta (Nunca) Achada.
"Talvez só por hoje, a tua carta tenha sido encontrada. Como naquelas garrafas chegadas de naufrágios. Ou magia. Porque sim, basta-nos isso. Sim. Chegou. As letras eram confusas e os pensamentos distantes, separa nos o raciocínio e eu respondo, rumo ao oceano. Provavelmente jamais a resposta chegará a ti. Estou num outro canto do mundo. Da mesma cor. Com o mesmo cheiro e igualmente. Sem nada. É tudo tão pequeno e tão limitado. Também eu preciso de ti, desconhecido. De uma mão. Quero sentir o mar e deixar a pequena ilha da insignificância , onde me encontro. Ser mais. Mais que os Homens. Também não quero ajuda. Apenas que leias. Que saibas que em algum sitio do mundo, um alguém te leu, e chorou. Caiu. Mas também se levantou. E te responde agora, nem que seja para se sentir realizado, e minimamente preenchido."
Uma resposta! Há muito tempo que espero por uma resposta. Até te dizia quanto tempo, alguém, mas não sei. Onde me encontro tudo é relativo. Não tenho nada que me guie o tempo. Não sei há quanto tempo estou nesta situação mas sinto que é desde sempre. Não sei como recebes'te a outra carta, quem és, o que és, onde estás, como estás, não sei nada. Pelo que me dizes, também estás um pouco na minha situação. Mas até que ponto ? Também sentes uma humidade calorenta a afagar'te a pele ? Também te sentes apressionado(a) por esta escuridão? Também sentes um aroma cativeiro e reconhecível no meio do vazio onde te encontras? Também te sentes ausente de sentimentos ? Alguns preduram, mas não os importantes? Gostava de saber mais sobre a tua situação, talvez sejamos parecidos. Talvez estejamos mais perto do que devíamos. Talvez estejamos no mesmo lugar. Talvez talvez talvez.. Parecendo que não, esta tua carta, em resposta à minha, fez'me companhia. Companhia que não sentia à muito tempo.
Mas eu questiono'me. O mundo onde me encontro de normal nada tem. É estranho e fora de si. Não se compara a nada que eu já tenha imaginado. Portanto tenho receio que seja ele a enganar'me, mais uma vez. Tantas vezes ele me enganou, porque não mais uma vez? Serás alguém verdadeiro? Não consigo acreditar que mais alguém viva nesta situação, neste mundo.. É provável que sejas uma mentira.
Mas até que ponto tenho eu razão?
Deverei ter um pouco de esperança ou será alguma mentira do mundo ?
Uma resposta! Há muito tempo que espero por uma resposta. Até te dizia quanto tempo, alguém, mas não sei. Onde me encontro tudo é relativo. Não tenho nada que me guie o tempo. Não sei há quanto tempo estou nesta situação mas sinto que é desde sempre. Não sei como recebes'te a outra carta, quem és, o que és, onde estás, como estás, não sei nada. Pelo que me dizes, também estás um pouco na minha situação. Mas até que ponto ? Também sentes uma humidade calorenta a afagar'te a pele ? Também te sentes apressionado(a) por esta escuridão? Também sentes um aroma cativeiro e reconhecível no meio do vazio onde te encontras? Também te sentes ausente de sentimentos ? Alguns preduram, mas não os importantes? Gostava de saber mais sobre a tua situação, talvez sejamos parecidos. Talvez estejamos mais perto do que devíamos. Talvez estejamos no mesmo lugar. Talvez talvez talvez.. Parecendo que não, esta tua carta, em resposta à minha, fez'me companhia. Companhia que não sentia à muito tempo.
Mas eu questiono'me. O mundo onde me encontro de normal nada tem. É estranho e fora de si. Não se compara a nada que eu já tenha imaginado. Portanto tenho receio que seja ele a enganar'me, mais uma vez. Tantas vezes ele me enganou, porque não mais uma vez? Serás alguém verdadeiro? Não consigo acreditar que mais alguém viva nesta situação, neste mundo.. É provável que sejas uma mentira.
Mas até que ponto tenho eu razão?
Deverei ter um pouco de esperança ou será alguma mentira do mundo ?
sexta-feira, 21 de maio de 2010
A 2ª Carta (Nunca) Achada.
Rebeste a minha primeira carta? Se sim, porque não respondes'te?
Se não recebeste e não sabes ao que me refiro eu explico'te brevemente. Sou um desconhecido perdido e à procura de ajuda. Se por acaso, quem sabe, receberes esta carta, por favor!, responde'me. Preciso de ti !
Voltei a chorar, sem resistir. Não vale a pena lutar contra o inevitável. Era como eu tentar sair daqui, impossível. Pergunto'me se alguma vez conseguirei fazê'lo. E se morrer aqui ? A minha alma também continuará aqui ou conseguirá sair ? Espectros há de certeza presos nesta parede negra. Será que eles me vão salvar a alma ou também a vão condenar a permanecer neste quadrado?
Chorei porque continuo sozinho e cheio de saudade. Não vejo quem quero, não tenho o que quero, não nada, há muito tempo. A única coisa que esta sala me fornece, inesgotavelmente, são canetas e folhas. Parace que estou noutro mundo, noutra dimensão, num mundo fora de si. Não sinto fome nem dor. Só saudade.
Por favor, responde'me. Só preciso disso, de uma resposta. Nem peço mais que isso, nem peço ajuda! Só uma resposta, eu preciso.
Se não recebeste e não sabes ao que me refiro eu explico'te brevemente. Sou um desconhecido perdido e à procura de ajuda. Se por acaso, quem sabe, receberes esta carta, por favor!, responde'me. Preciso de ti !
Voltei a chorar, sem resistir. Não vale a pena lutar contra o inevitável. Era como eu tentar sair daqui, impossível. Pergunto'me se alguma vez conseguirei fazê'lo. E se morrer aqui ? A minha alma também continuará aqui ou conseguirá sair ? Espectros há de certeza presos nesta parede negra. Será que eles me vão salvar a alma ou também a vão condenar a permanecer neste quadrado?
Chorei porque continuo sozinho e cheio de saudade. Não vejo quem quero, não tenho o que quero, não nada, há muito tempo. A única coisa que esta sala me fornece, inesgotavelmente, são canetas e folhas. Parace que estou noutro mundo, noutra dimensão, num mundo fora de si. Não sinto fome nem dor. Só saudade.
Por favor, responde'me. Só preciso disso, de uma resposta. Nem peço mais que isso, nem peço ajuda! Só uma resposta, eu preciso.
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