terça-feira, 30 de março de 2010

3:41

São 03:41 da manhã do dia 30 de Março de 2010, e eu estou a escrever um texto no meu Blog.
Já não escrevia há bastante tempo. Mas isso é pouco importante. O que importa agora, é que eu escreva.

Não tenho feito, dito, escrito, pensado, agido, comido, ouvido, digerido, sentido, nada de jeito. Dias normais como tantos outros. Queria e devia estar a escrever'vos sobre o perfeito fim-de-semana que eu tive, mas não quero. São intimidades com morangos que não precisam das vossas natas. Podia dizer'vos que o início das minhas férias está a ser um espectáculo, mas estaria a aldrabar'vos. Primeiro dia de férias: Sonhei que traía, o que significa que vêm aí obstáculos. E eles, como estava previsto pelo sonho, chegaram. Tentei resolver todos, um por um. Uns ficaram para trás, um ergueu'se ainda mais alto, e outros permaneceram iguais. São lutas constantes que vou ter que travar. Amarguras impossíveis de aduçar. Queria poder contar tudo e ficar bem. Poder transpor tudo o que sinto, tudo o que penso, tudo o que foi alguma vez realidade ou sonho, em letras, aqui, no meu blog. Mas tamanho objectivo, é praticamente impossível. Tenho que me contentar com a lividez que estas poucas letras me dão. Tenho que aguentar com tudo isto, mais uma vez. São coisas confusas de tão simples que são, esquecimentos que nunca deviam de ser relembrados por terem sido esquecidos, desprezos que deviam ser de alta prioridade, desejos complicados de alcançar. O poder da escrita é completamente espantoso. Talvez seja psicológico, talvez exista mesmo magia nas letras que eu escrevo.. Sim, há magia. Ainda nada escrevi, ainda nada expressei, e um peso foi liberto dos meus ombros. Tudo continua cá, mas com outro aspecto, com um peso diferente. É como se as teclas do portatil, tivessem sugado tudo para dentro de si. Podiam também sugar as dores de crescimento que em mim habitam, mas enfim. Tenho que ir tomar banho e pensar em tudo. Tenho que pensar de deva dormir ou vir aqui para mais uma sessão de tranquilidade. Mas por agora, é o fim.

São 03:53 da manhã do dia 30 de Março de 2010, e eu acabo de escrever mais um texto no meu Blog.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nem sei por onde começar.

Todos os anos escolares, há uma, ou mais, pancas. Sentimentos expontâneos e loucuras sentidas por um total desconhecido. Um ser humano novo, com o qual nunca tive contacto. Mas vais'se lá saber o porquê, aquela nova amostra de carne viva, chama'me demasiado a atenção! Estas coisas dão cabo de mim, tiram'me as letras da caneta, os pensamentos da cabeça, os sentimentos do coração. Fico sem nada a fazer senão controlar este desejo, por aquele ser provocado. Desejo de ter alguém, aquele alguém, em minha posse. É estranho e talvez antinatura, querer possuir um novo ser que me é totalmente desconhecido, mas que hei'de eu fazer?
Sinceramente, perco'me com estas situações. Descontrolo'me como uma pena ao sabor do vento. Vejo o que desejo possuir, o coração acelera e eu doido fico. Um sorriso rompe'me os lábio e só desejo agarrar'lhe e metê'lo no bolso como se de um rebuçado se trata'se.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Acreditarias?

Um dia digo'vos que tenho poderes sobrenaturais.

quarta-feira, 17 de março de 2010

De quem são estes olhos, Que me prescutam na escuridão?

De quem são estes olhos,
Que me prescutam na escuridão?
Cor verde dos repolhos,
A vigiarem o meu coração.


Não sei quem os têm,
Quem dono deles é.
Só sei que a madrugada lá vem,
E eu estou quase de pé.

Não consigui dormir nem dormitar,
Apesar de ter sido longa, não consegui.
Passei'a na cama a virar e esperguiçar,
Sem nunca o João Pestana atacar, e...

...eu a pensar estava rodeado de solidão,
Repentinamente fiquei com pele de galinha.
Havia algo no breu da escuridão,
Que me fazia companhia.

Com medo, petrifiquei ,
E ordenei os olhos a fechados permanecer.
Debaixo dos lençois me refuguiei,
Senti tudo a escurecer.

Com muita coragem decidi olhar,
Descobrir quem me queria ver.
Debaixo dos lençois começei a espreitar,
Nunca pensei que fosse aquilo, ainda não posso crer!

Dois olhos, bem redondinhos,
Pairavam por cima da cama.
Cor? Bem verdinhos,
Eram os olhos de quem me ama.

Não podia acreditar no que estava a ver,
Sem cara, sem corpo, ali a flutuar.
Estavam os olhos do meu amado ser,
A olhar por mim, a cuidar.

Agora, mais que acompanhado,
Eu estranho me sentia.
Mas era uma sensação de conforto anhado,
Que ao sono me prendia.

Fitavam'me os olhos, fitavam'me o coração,
Que por ele batia.
Os olhos banhados de perfeição,
Eram teus eram, eu sabia.

João Pestana atacou,
E o sono apareceu.
Pesado, o meu corpo ficou,
E a minha mente adormeceu.

As insónias desapareceram,
E consigo sempre descançar.
Sei que Os Olhos lá ficaram,
Para sempre de mim cuidar.

De quem são estes olhos,
Que me prescutam na escuridão?
Cor verde dos repolhos,
A vigiarem o meu coração.


Não sei quem os têm,
Quem dono deles é.
Só sei que a madrugada lá vem,
E eu estou quase de pé.

sábado, 13 de março de 2010

E ideias, paciência, inspiração, e tudo mais para vir aqui escrever qualquer coisa ?
Não há.