sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um passado fictício não tem lugar na realidade do futuro.

"Como todas as tardes fazia, continuei a fazer.
Mas desta vez, sem ti.
Não há mais passeios sobre a dura areia molhada.
Não há mais passeios pelos isolados jardins.
Não há mais escapatórias à noite para me encontrar contigo.
Não há mais encontros secretos.
Não há mais entradas pela janela do quarto às tantas da madrugada.
Não há mais uma vida a dois.
Não há.
Mas a vida continua, certo?
É por isso que como sempre fizemos, eu continuo a fazer.
És impossível de esqueçer e díficil de lembrar.
É por isso que caminho sozinho pela deserta praia.
É por isso que ainda me deito no vasto jardim a olhar o céu.
Vivo a nossa vida, sem ti.
Por vezes, sinto que ainda aqui estás.
Sinto que quando me voltar para trás vou ver-te à minha frente.
A pedir desculpas por me teres abandonado.
Para me dares a mão e me acompanhares neste passeio solitário.
Mas não.
Era apenas um vulto.
Nada mais que um vulto.
Ou nem isso.
Se calhar nunca existis-te.
Se calhar sempre foste pura ilusão...

Onde outrora havia quatro pegadas, há duas.
Onde outrora havia dois corpos no verde da relva, há um.
Onde numa outrora vida perfeita existiam dois seres conjugados num só, há um."

Não há palavras.
Simplesmente não há palavras para descrever.
Porque me sinto assim?
Como se sempre tivesses existido, e na realidade nunca passas-te de um pensamento?
Porque sinto sempre um vazio, se aparentemente nunca houve nada que o cria-se?

Porque tem sempre que existir aquele estereótipo de um ser e de uma vida como nos filmes?
Um ser, aparentemente perfeito, que depois de nos quase matar, volta para nós?
Como se não bastasse esse só ser, tem que existir outro.
Outro para nos meter confusos em relação ao que sempre sentimos pelo ser que nos abandonou.
Tal ser irá voltar, e nós, estamos na embrulhada de sentimos.
Coisa banal.
Mas porque é que tenho que sentir e viver uma ilusão ?
Pensar que um dia, sim um dia!, vou finalmente dar-te a mão e passear à beira mar?
Pensar que um dia, vou-te ter nos meus braços para sempre?
Pensar que um dia, nos vamos conjugar num só ser?

Numa dura realidade, é complicado de sobreviver,
Onde tudo foi, agora nunca será.
Mas numa ilusão, é impossível de viver.
Onde tudo poderia ser, nunca sobreviverá.


domingo, 22 de novembro de 2009

Infectado, ou não?

Ora bem.
Ainda no outro dia a Gaby e eu (entre outros) conversámos sobre o porquê de as mulheres não se sentarem nas sanitas das casa de banho públicas.
Quem diz mulheres também diz homens, estes também têm que afogar o coitado do preto.
Mas eu vou-me virar mais para as mulheres visto que estas tanto para afogarem o preto, como para urinar, têm que se sentar.
(Os homens urinam de pé, para quem não sabe--,).
Desde pequenas que as meninas ouvem as suas mães a dizer para limparem o tampo de uma sanita pública, para porem papel em cima deste e para depois evitarem o contacto com ele.
Ou algo semelhante, não sou miuda para saber.
Adiante.
Agora, se ninguém se senta porque é público..
..porque, supostamente, toda a gente se senta..
..porque pode ter doenças..
Eu  pergunto-me:
O tampo das sanitas públicas, está ou não sujo?!
Está ou não infectado de doenças?

Ora bem, se todas as meninas/mulheres/velhas cumprirem o que suas mães lhes ensinaram, os tampos não estão sujos!
Por isso, não faz mal nenhum(a) de vocês se sentarem (de vez em quando, claro)!
Por vezes (falando por esperiência própria) estamos tão, mas tão aflitos, que nem pensamos se a porcaria do tanto está ou não sujo.
Se já ouve, ou não, outros rabos ali.
Simplesmente nos sentamos e descarregamos a coisa!
Enfim.
Não percebo é depois a nossa aflição porque não limpámos.
Porque já apanhámos doenças.
E o famoso "Ai que nojo!".
Não percebo.
Se ninguém se senta no coitado do tampo da sanita (aquelas que o têm), não há problemas!

Agora, por favor gente, corrigam-me se estou errado, mas os tampos das sanitas públicas, estão limpos.

Chutei.

E pronto.
Mais uma vez o desentendimento acabou.
O problema resolvido está.
Falamos, discutimos um pouco..
Mas resolvemos.
O problema, mais uma vez, estava em mim.
Desculpa-me.
Sabes que te devo tudo.
Sabes também que estou a mudar.
Esse foi o principal factor que desencadeou este problema.
É um bom sinal até.
Certo ?
Espero bem que sim.
 
Te devo tudo best.
Ly a lot@<3
 
 

Estabeliza-me.

L, eu não te dei um pontapé, não dei!
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Tu.
Sim tu.
Tu que foste a causa de muitos problemas.
E tu sabes bem disso.

Mais uma vez, não te culpo.
O eu ser uma pessoa sensível também não ajuda nada.
Sofro imenso e tu não percebes o porquê.
Ou percebes e dizes que estou a exagerar.
Ainda não percebes-te como eu sou?
Depois de tanta coisa?
Que bom, simplesmente perfeito.

Mais uma vez, outro problema.
Já é quase rotina, mas nós sempre nos aguentámos.
Ainda aqui estamos.
E este, vai ser só mais um.
Mais um que vou conseguir chutar.
Mas lá está, custa!
Sabes bem que custa!
Tu fazes eu ser quem não sou.
Fazes-me agir de forma que eu, por norma, não agiria.
E eu sinto-me mal por isso.
Tão mal mesmo!

Tens tanta sorte em eu ser como sou.
Em eu gostar mesmo de ti.
Porque acredita, que se não fosse assim, se não gostasse de ti..
Neste momento acho que já tinhas levado um chuto.
Eu sofro estas merdas todas, porque gosto de ti!
Porque não te quero perder, POR  NADA!

Tu, é que podias deixar de ser assim.
De pensares que conheces tudo e todos.
Que sabes o que vai acontecer.
De ser pessimista em relação a certas coisas.
Isso também dá cabo de mim.

Tu, TU, devias ser a minha âncora.
Devias ser tu, quem me segura.
Quem me prende.
Não devias levantar-te do estilo "É só durante um pouco, a maré também não está forte. Tu aguentas-te".
Depois nota-se como estava a maré.
E tu, estabelizas-me.
Outras vezes, levantas-te.."Desemerda-te. Eu avisei-te que não devias vir para tão longe. Não chego ao fundo. Não te vou segurar."
E eu, fico na merda.

Tu, se já sabes o que esperar das pessoas, já devias saber que eu IA para tão longe.
Devias ter "crescido" para me poderes estabilizar.
Mas não.
Decides, SEMPRE, deixar-me na merda.
Esperas que eu aprenda.
Eu aprendo, e tu?!
Não.

Estou mesmo farto destas porcarias todas, SABES?!
Custa-te alguma coisa seres "melhor"?
"Cresceres para me estabilizar-me" ?

Mas eu, estúpido como a merda, continuo aqui.
Só, porque nem quero imaginar-me sem ti.
Só, porque penso que um dia vais mesmo compreender-me.
Só, porque espero que mudes.

Espero que mudes essencialmente.
Eu também vou mudar, não te preocupes.
Mas a tua ajuda é crucial para isso!
Sem ela, eu afundo-me.

É nestas ocasiões, nestes momentos, que me sinto como barco à deriva.
Sem âncora.
Sem nada a prender-me.
Simplesmente fui.
Vou.
E continuo.


Estabeliza-me!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Liberta-te.



Só me quero libertar.
Cada vez tenho mais vontade disso!
Gritar, correr, cantar, rir até não poder mais.
Ser eu !

Ultimamente só tenho tido problemas.
Problemas em casa (muitos), problemas pessoais(que metem qualquer um doido, quem sabe que o diga), a escola não tem estado a correr nada, mas mesmo nada bem(graças a todos os problemas que não deixaram estudar), problemas de amizade, tantos tantos tantos...
Alguns desses problemas continuam cá, ainda a evoluir.
Outros já desapareceram.
Sinto-me livre, com 50quilos a menos.
Ainda tenho outros 50quilos em cima, mas o alívio já é tanto!
Os apertos no coração, as tremuras desapareceram.
Ainda estou com aquela sensação de mau estar.
Ainda me sinto com vontade de puxar os cabelos, gritar, chorar!
Mas quem me conheçe sabe como sou, tento sempre ter um sorriso na cara e ver o lado bom das coisas (apesar de também conseguir ser muito pessimista).
Este meu lado é tão mais forte..
Tenho desabafado sozinho, com o papel, com amigos, com best, com desconhecidos.
Mas tenho desabafado tanto que já estou mais leve.
Continuo com pesso em cima, mas sabem que mais ?
QUERO LÁ SABER.
Agora, simplesmente pego neles, meto-os no chão e com um pontapé bem grande os meto à andar.
Bem longe de possível!
Quero lá saber se os torno a encontrar!
Vou tratanto deles, vou dando mais e mais pontapés.
Cago para eles.
Não quero mais saber.
Óbvio que os vou resolver, mas não me vou deixar afectar como sempre me deixei.
Não vou!
Sou uma pessoa extremamente sensível(quem me conheçe, sabe disso) e as coisas tocam-me sempre.
Agora..
Bem podem esquecer.
Aqui o senhor sensível, vai mudar.
Vai ser mais liberto.
Mais espontâneo.
Mais solto.
Mais EU.

Quero olhar em frente e ver os problemas com um sorrisão na cara.
 Quero chorar sempre que quiser sem haver críticas.
Fazer o que quero sem limites.
Quero tudo diferente.

Se eu conseguir fazer o que quero, vão notar diferença.
Agora tenho mais pica para fazer as coisas.
Mais vontade de ser louco.
Vai haver mesmo diferenças.
Espero que para melhor.
Ao menos vou fazer por isso!

Enfim, eu quero tanta coisa que já nem sei o que quero.
Sei que quero uma vida diferente!
E essa vida só eu é que a posso dar.


Sê tu mesmo(a), liberta-te.
Não te prendas por nada!
Nunca te esqueças que nasces-te ontem e que amanhã morrerás.
Sei que reparas que ainda ontem eras uma criança, e hoje já quase adulto(a) és.
Lembra-te que quando estiveres para morrer, vais pensar o mesmo.
A vida passa a correr, e nós estamos quase sempre parados.
Não pode ser.
Mexe-te, corre.
Ganha a corrida à vida e prometo-te..
..as coisas vão ser bem melhores.


Liberta-te.
O mundo te espera.