quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eu bato-vos --,

Eu juro que vos bato --,
Porque é que (quase) todos vocês dizem que devia escrever um livro ?
Porquê?!
Para começar há gente que escreve muito (MESMO MUITO) melhor que eu.
A essas pessoas nunca ouvi dizer "Porque não escreves um livro?"!
Vocês..eu bato-vos!
Não é que não goste de ler/ouvir isso.
Para mim isso significa imenso.
Significa que vocês todos gostam do que escrevo e sei que comprariam o livro.
Mas não acho que o deva fazer.

Hoje em português falaram outra vez disso.
Que eu devia juntar meus textos, escrever mais e dar ao stor de tuga.
Fazia-se um livro e pronto.
Mas eu, como sempre, neguei fazer isso.
Depois de a Gaby e do Raúl terem insistido (não me chates a cabeça porque eu escrevi COM acento --,) eu começei a pensar duas vezes..
Ok, o pessoal diz "escreve".
Eu digo "não".
Mas o pessoal não desiste e cada vez o "pessoal" é maior!
E onde eu vejo que o pessoal não diz só para embirrar, foi quando o stor falou do livro que a escola faz todos os anos com os melhores textos dos alunos, e a Gaby diz "Olha Alexandre, porque não mandas os teus textos?! Decerteza que apareciam lá! Ou ou porque não escreves uma história mesmo? Um livro?!"
Logo de seguida, vem o Raúl " É verdade alex, porque não escreves um livro?"
E eu do estilo "Tu também ?!"
Raúl "Ya, tens bué jeito. A sério, escreve um livro. Uma história"
Apesar de eu dizer montes de vezes que não consigo, ele insistia "Consegues sim! Consegues! Experimenta! Eu sei que consegues"
Ok, isto já é demasiada perseguição !

Esta perseguição toda faz-me pensar seriamente no assunto.
E se eu escrever um livro?
Uma história, um conjunto de mini-histórias ou vários textos soltos?
Alguém vai querer?
Como vou conseguir fazer de tanto papel e letra um livro?
Vão gostar?
Vai ser desastre e grande embaraçamento para mim ?
Não sei!

Preferia (se o fizer) que fosse tudo.
Textos soltos e mini-histórias.
Um livro de uma só história não.
Não porque não sou capaz de escrever tal coisa.
Não sinto que seja capaz.

Devido à vossa insistência, vou sim, escrever.
Não digo um livro, por agora.
Mas vou escrever cada vez mais e juntar os melhores, os favoritos, os indicados.
De seguida, com a vossa ajuda, vamos tratar de transformar tudo num livro.
Sim, vocês querem, vocês ajudam!
E depois, logo se verá o que vai acontecer.
Vou também mandar textos para o livro da escola (não prestei muita atenção à aula e não percebi se ainda se vai fazer o livro este ano ou não..).
E vou ajudar no texto para a cápsula do tempo.

Obrigado por sempre me apoiarem (:
Kiss and hug's @
Ly people <3


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Doí, mas há-de passar.



Doí, mas há-de passar.
Espero que passe.
Só queria que as coisas fossem como já foram.
Que o presente fosse o passado!
Infelizmente não é assim.
Infelizmente o sentimento deixou de ser mútuo.
Infelizmente tu perdeste-o.
Não te culpo, não te julgo, não te critíco.
Percebo-te, e aceito que as coisas tenham acabado assim.

Tenho saudades do tempo em que podia afirmar que me pertencias por completo.
Tenho necessidade de dizer que namoro contigo.
Necessidade de te tocar outra vez.
De te dar a mão, beijar os teus lábios.
Abraçar-te.
Saudades de tudo o que passamos, de tudo o que vivemos.

As coisas evoluíram muito depressa.
Se calhar foi esse um dos problemas, talvez não.
Não estavas numa situação simples para entrares numa relação, mas entras-te.
Outro erro, ou não.
Não dá para dizer ao certo o que correu mal.
Houve tantos factores.

A distãncia, as vidas separadas (embora juntas), e muitas outras complicações.
Mas apesar disso tudo sobrevivemos.
Por pouco tempo mas sobrevivemos.
Não foram as discussões que tivemos que causaram isto.
Pelo contrário, como tu sempre disses-te "elas só servem para melhor e reforçar a nossa relação".

Agora acabou.
As coisas já acabaram há algum tempinho.
Tu já estás noutras relações, noutras "ondas".
Custa-me imenso, imenso mesmo, saber que tives-te com tal pessoa e aconteceu tal coisa.
Que gostas-te e que queres repetir.
Que as coisas estão a avançar.
E eu ?
Eu fiquei parado no tempo.
Nem para a frente, nem para trás.
Fiquei parado no "acabou".
Tento seguir em frente, aos poucos e poucos, mas custa tanto!
Dou um passo e recuo dois.
Outro passo em frente e outros dois para trás.
Vou arranjando forças no passado.
O que passamos dá-me forças para continuar e tentar esquecer.
Tirar da cabeça, pois do coração não saís de certeza.

Não gosto de ti como já gostei.
Mas ainda gosto de ti.
 Sei que tenho que continuar a seguir em frente.
Podemos não estar numa relação, mas não deixas de ser importante para mim!
A cima de tudo, és um topo nos amigos que tenho.
Best de vida.
Aí, posso afirmar que te amo imenso!
Que quero o melhor para ti, mesmo que isso signifique o meu sofrimento por ainda gostar de ti.
Tu já sabes disto e de muito mais.

Espero que no futuro as coisas possam evoluir, outra vez, mas com mais calma, com mais tempo.
E dessa vez, durante mais tempo.
Talvez para sempre :$?
As coisas são muito complicadas eu sei.
Mas não deviam ser!

Enfim, não sei que dizer mais.
Amo-te como best!
Gosto de ti como algo mais.
E doí-me.
Doí-me mas há-de passar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Chega de Anonimatos.

Por favor, sempre que virem o meu blog e comentarem assinem !
Eu gosto sempre de saber quem o faz, mesmo não conhecendo a pessoa.
Aprecio imenso esse gesto, se o fizerem.

" és tão bom em tudo
és muito giro
adorava conhecer-te
querido
romântico
fofinho
escreves tão bem vais dedicar-me qualquer coisa?
beijos Joana Maria "
Não sei quem és, mas obrigado (:
Pedia-te era que me desses alguma informação sobre ti, pode ser que realmente de conheça e não esteja a ver pelo nome x.x
E quem sabe, talvez te dedique um texto :b
Obrigado pela simpatia :$

"impressionante o texto que criaste
tens muito jeito para escrever
a historia tem um final muito triste
e a tudo se assemelha ao que j passei em tempos
vivia no amor e quando chegou a hora da partida tudo custou
agora sinto-me só e a voltar para tras sem a pessoa que amo
continuo e continuarei a ama-la ate um dia
o fogo arde e a distancia é cada vez maior
o amor é como o fogo
a distancia apenas faz com que o fogo aumente
ou seja com que o amor cada vez seja ainda maior
mas a distancia so aumenta o calor
do calor se faz amor
e o amor arde sem se ver
tu tambem es muito giro
por isso junta tudo o que tens de bom e caminha em frente
qualquer coisa estarei la para te apoiar
boa sorte "
Este coment, não foi assinado como o outro.
Tenho umas ideias de quem possa ser, mas mesmo assim gostava que essa pessoa me esclarecesse.
Escreve qualquer coisa num comentário para dares a entender quem és (caso não te queiras expor).

Obrigado pela atenção (:
Beijos e abraços (L'

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um sonho, um futuro ! Tudo deitado por água abaixo..






Estava tudo tão perfeito.
Não sei o porquê nem como tudo isto desapareceu.
Como é que tu conseguis-te fazer tudo desaparecer !?

Estávamos tão bem.
Tinhamos conseguido chegar ao final de uma caminhada cheia de buracos.
Cada um mais fundo que o outro.
Mas eu e tu, juntos, conseguimos sair de dentro de cada um.
Um por um.
Juntos.
No fim, avistámos o nosso paraíso.
A caminhada agora podia ser feita sem problemas alguns.
Não haviam mais buracos.
...
O caminho dantes era escuro, sombrio.
Chuvia todos os dias.
Trovejava a toda a hora.
O vento partia tudo o que encontrava.
Parecia um tufão.
Havia buracos que pareciam não ter fundo.
Mas juntos conseguimos sair deles, mesmo quando parecia impossível.
Eramos uma força inquebrável.
Na beira da estrada, havia casas antigas.
Desmorenadas, destruídas pelo forte vento e chuva.
Árvores deitadas abaixo.
Postes de electricidade caidos.
Muros queimados pelos relâmpagos que davam vida aquela escuridão de mundo.
Por trás da destruição, dos destroços deixados continuamente uns a seguir aos outros, não se via nada.
Não havia horizonte para alcançar.
Nada.
Só escuridão.
Estávamos completamente perdidos.
Apesar de nos custar olhar para todo aquele caos, não havia mais nada para ver.
Só se via caos, chuva e escuridão.
Àh!, claro.
E relâmpagos.
Mas quantos mais obstáculos nos punham à frente, mais força tinhamos para lutar.
Força para nos mantermos unidos e conseguirmos chegar ao fim de tudo!
De repente um relâmpago atingiu um poste que ainda tinha forças para se manter em pé.
Agora já não as tinha.
O estrondo e a claridade do relâmpago fez com que nos abraçassemos e fechassemos os olhos.
Só depois é que vimos o que tinhamos à nossa frente..
Deitado, por cima do maior buraco que alguma vez tinhamos visto e ultrapassado, estava o poste.
Em chamas.
Ardia como o inferno.
Não deitava fumo quando em contacto com a chuva, não se partia, não se queimava.
Simplesmente ardia compulsivamente.
Olhámos em volta e não havia outra saída.
À volta do buraco, só casas.
As casas enruínadas.
Depois das casas, o vazio.
Não havia volta a dar.
Tinhamos que atravessar por cima do poste.
 Olhámos em frente para ver como iamos fazer tal loucura.
Estávamos petreficados de medo.
Durante tantos obstáculos, tantos desafios, nunca  tinhamos ficado com tanto medo como agora.
"Para a frente é que é o caminho", lembro-me de ter pensado nisso.
Olhei em frente, apertei a tua mão com força e quando ia a dar o primeiro passo reparei ...
Havia uma porta, no meio do caminho, depois do buraco.
Uma porta no meio do nada.
Mesmo no fim do poste.
As chamas não lhe tocavam, o vento não a abanava, a chuva não a molhada.
Por detrás da porta havia luz.
Já tínhamos pensado em desistir, mas agora sabíamos que o fim estava a chegar.
O vento e a chuva estavam agora mais intensos.
A trovoada cessou.
Não me lembro da última vez em que não havia trovoada.
Agora eramos só nós.
O vento.
A chuva.
O buraco.
O poste.
As chamas.
O fim.
Começámos a caminhar em direcção ao poste.
O primeiro metro não ardia.
Subimos para cima dele.
Olhámos para baixo e vimos o que mais temíamos.
Um buraco sem fundo.
Se caíssemos, morríamos.
Se o fogo nos tocasse, morríamos queimados.
Se permanecessemos onde estávamos, morríamos.
Sabíamos que tinhamos que tentar.
Olhámos um para o outro.
Os teus cabelos voavam ao vento.
As lágrimas escorriam pela tua face suja.
" Amarte-ei eternamente. Aconteça o que acontecer hoje e agora, fica a saber disso. Tudo o que passámos só demonstra o quão forte o nosso amor é. E vai continuar a ser nesta vida e nas próximas. Fomos feitos um para o outro. Amo-te" disse-te eu.
Tu sorris-te e beijaste-me.
Costou-me imenso, mas tive que parar com o beijo.
Tínhamos que prosseguir.
Eu ia à frente e tu atrás.
Estávamos de mãos dadas e aproximavamo-nos do fogo.
Sentíamos o calor do fogo no nosso corpo.
Encostaste-te ás minhas costas e apertaste-me contra ti.
"Não consigo amor, não consigo" gritavas tu no meio de um choro.
"Consegues amor, juntos conseguimos qualquer coisa!"
"Não amor, por favor"suplicas-te.
"Sim amor!"
Depois de o dizer, puxei-te e comecei a caminhar.
Com o primeiro passo soltei um grito.
"AMO-TEEEEEEEEEEEE!"
O som propagou-se pelo buraco abaixo.
E enquanto começava a atravessar o fogo, de olhos fechados, continuava a puxar-te contra mim.
Estranho.
O calor desapareceu.
O fogo não nos queimava.
Comecei a correr e tu vinhas logo atrás.
Ouvíamos o fogo a começar a apagar-se mesmo atrás de nós.
E ao mesmo tempo o som do poste a rachar.
Corremos ainda mais depressa.
As chamas agora eram mais altas!
Quando faltavam meros metros para o fim, a porta abriu-se.
Saltei em frente e tu de seguida também o fizes-te.
Lembro-me de ouvir o poste gritar de dor e cair buraco abaixo enquanto passava pela umbreira da porta.
Era tanta a luz!
Ceguei durante momentos.
Aterrei.
Aterrei em algo macio.
E tu aterras-te em cima de mim.
"Conseguimos?" perguntas-te.
"Sim amor, conseguimos"
Agarrámo-nos e olhámos em volta.
Nada.
Ainda estávamos cegos de tanta luz.
Começámos a reconhecer formas, cores.
A pouco e pouco recuperámos a visão.
E quando isso aconteceu ficámos espantados.
Não queriamos acreditar!
Estávamos no jardim, da nossa casa de sonho!
A casa que desenhámos no início de tudo.
Antes de entrarmos na rua de onde tínhamos acabado de sair.
Pusemo-nos de pé.
O meu braço por cima dos teus ombros.
O teu braço à volta da minha cintura.
Tínhamos a roupa chamuscada, molhada, rasgada.
Parecia que tínhamos saído de uma guerra.
E tínhamos!
Finalmente o fim de todos os males.
...

Estava tudo tão perfeito.
Estávamos tão bem.
Tínhamos conseguido chegar ao final da pior das guerras.
Pensei que agora sim, podíamos viver em paz.
Mas não.
Tu largaste-me e afastaste-te ligeiramente de mim.
Puses-te a mão no bolso e tiras-te de lá o desenho que outrora tínhamos feito.
O desenho de onde nos situávamos.
Tu viraste-me as costas e caminhas-te para junto do riacho.
Fiquei parado para ver o que irías fazer.
Ajoalhaste-te na beira do riacho.
Pegas-te no papel e seguraste-o por cima da água.
Murmuras-te algo que não consegui perceber e deixaste-o cair.
Gritei e corri para ti.
O desenho tocou na água e o chão tremeu.
Desequilibrei-me e caí no chão.
A relva começou a ficar húmida.
Molhada.
Encharcada.
Olhei em redor e vi que tudo estava a desaparecer.
Um trovão.
A chuva começou a cair.
Outra vez.
O vento voltou ainda mais forte.
Abanava tudo !
Fendas apareceram no chão.
Buracos começaram a aparecer...
Mais chuva, mais vento, mais trovões, mais buracos, menos paraíso.
Quando dei por mim, estava caído no chão, onde outrora se situava a porta pela qual tínhamos passado.
E tu ?
Tu não te encontravas em lado nenhum.

Não sei porque é que o fizes-te!
Não percebo!

Mas agora era tarde de mais para pensar fosse no que fosse.
Sabia que tinha que me levantar e caminhar em frente.
Outra vez.
Mas agora..
Agora era só eu de volta ao lugar de onde tinha saído.
Só eu.
O vento.
A chuva.
Os buracos.
O início do meu fim.

domingo, 25 de outubro de 2009

Dois em Um.

Cinco letras são precisas,
E um ífan também.
Sem isto não posso escrever,
Muito menos dizer,
Aquilo que por ti eu sinto.

Uma palavra forte,
Forte em sentimento.
Palavra esta que não tem significado.
Impossível de descrever,
Tão forte sentimento.

Por isso eu te digo.
Que apesar de não a poder defenir,
Eu sinto-a!

Sinto-a por ti,
Desde o dia em que te conheci.
Dia esse que nunca esqueci.
Impossível de esquecer,
Pessoa como tu.

E digo hoje e amanhã.
Digo a chorar ou a sorrir.
Mas digo só e unicamente a ti.

AMO-TE.

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 Se deixo de respirar,
morro.
Se deixo de comer e beber,
morro.
Se me suicidar,
morro.
Sem música,
morro.
Sem amigos,
morro.
Sem sol,
morro.
Sem ti,
morro.
Sem o teu amor,
morro.

Vou morrer,
não por deixar de respirar..
Vou morrer,
não por deixar de me alimentar..
Vou morrer,
não por me suicidar..
Vou morrer,
não por a música acabar..
Vou morrer,
não por mais amigos não ter..
Vou morrer,
não pelo sol desaparecer..
Vou morrer,
não por já não te ter..
Vou morrer,
por o teu amor já não me pertencer !

Morri.