quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um sonho, um futuro ! Tudo deitado por água abaixo..






Estava tudo tão perfeito.
Não sei o porquê nem como tudo isto desapareceu.
Como é que tu conseguis-te fazer tudo desaparecer !?

Estávamos tão bem.
Tinhamos conseguido chegar ao final de uma caminhada cheia de buracos.
Cada um mais fundo que o outro.
Mas eu e tu, juntos, conseguimos sair de dentro de cada um.
Um por um.
Juntos.
No fim, avistámos o nosso paraíso.
A caminhada agora podia ser feita sem problemas alguns.
Não haviam mais buracos.
...
O caminho dantes era escuro, sombrio.
Chuvia todos os dias.
Trovejava a toda a hora.
O vento partia tudo o que encontrava.
Parecia um tufão.
Havia buracos que pareciam não ter fundo.
Mas juntos conseguimos sair deles, mesmo quando parecia impossível.
Eramos uma força inquebrável.
Na beira da estrada, havia casas antigas.
Desmorenadas, destruídas pelo forte vento e chuva.
Árvores deitadas abaixo.
Postes de electricidade caidos.
Muros queimados pelos relâmpagos que davam vida aquela escuridão de mundo.
Por trás da destruição, dos destroços deixados continuamente uns a seguir aos outros, não se via nada.
Não havia horizonte para alcançar.
Nada.
Só escuridão.
Estávamos completamente perdidos.
Apesar de nos custar olhar para todo aquele caos, não havia mais nada para ver.
Só se via caos, chuva e escuridão.
Àh!, claro.
E relâmpagos.
Mas quantos mais obstáculos nos punham à frente, mais força tinhamos para lutar.
Força para nos mantermos unidos e conseguirmos chegar ao fim de tudo!
De repente um relâmpago atingiu um poste que ainda tinha forças para se manter em pé.
Agora já não as tinha.
O estrondo e a claridade do relâmpago fez com que nos abraçassemos e fechassemos os olhos.
Só depois é que vimos o que tinhamos à nossa frente..
Deitado, por cima do maior buraco que alguma vez tinhamos visto e ultrapassado, estava o poste.
Em chamas.
Ardia como o inferno.
Não deitava fumo quando em contacto com a chuva, não se partia, não se queimava.
Simplesmente ardia compulsivamente.
Olhámos em volta e não havia outra saída.
À volta do buraco, só casas.
As casas enruínadas.
Depois das casas, o vazio.
Não havia volta a dar.
Tinhamos que atravessar por cima do poste.
 Olhámos em frente para ver como iamos fazer tal loucura.
Estávamos petreficados de medo.
Durante tantos obstáculos, tantos desafios, nunca  tinhamos ficado com tanto medo como agora.
"Para a frente é que é o caminho", lembro-me de ter pensado nisso.
Olhei em frente, apertei a tua mão com força e quando ia a dar o primeiro passo reparei ...
Havia uma porta, no meio do caminho, depois do buraco.
Uma porta no meio do nada.
Mesmo no fim do poste.
As chamas não lhe tocavam, o vento não a abanava, a chuva não a molhada.
Por detrás da porta havia luz.
Já tínhamos pensado em desistir, mas agora sabíamos que o fim estava a chegar.
O vento e a chuva estavam agora mais intensos.
A trovoada cessou.
Não me lembro da última vez em que não havia trovoada.
Agora eramos só nós.
O vento.
A chuva.
O buraco.
O poste.
As chamas.
O fim.
Começámos a caminhar em direcção ao poste.
O primeiro metro não ardia.
Subimos para cima dele.
Olhámos para baixo e vimos o que mais temíamos.
Um buraco sem fundo.
Se caíssemos, morríamos.
Se o fogo nos tocasse, morríamos queimados.
Se permanecessemos onde estávamos, morríamos.
Sabíamos que tinhamos que tentar.
Olhámos um para o outro.
Os teus cabelos voavam ao vento.
As lágrimas escorriam pela tua face suja.
" Amarte-ei eternamente. Aconteça o que acontecer hoje e agora, fica a saber disso. Tudo o que passámos só demonstra o quão forte o nosso amor é. E vai continuar a ser nesta vida e nas próximas. Fomos feitos um para o outro. Amo-te" disse-te eu.
Tu sorris-te e beijaste-me.
Costou-me imenso, mas tive que parar com o beijo.
Tínhamos que prosseguir.
Eu ia à frente e tu atrás.
Estávamos de mãos dadas e aproximavamo-nos do fogo.
Sentíamos o calor do fogo no nosso corpo.
Encostaste-te ás minhas costas e apertaste-me contra ti.
"Não consigo amor, não consigo" gritavas tu no meio de um choro.
"Consegues amor, juntos conseguimos qualquer coisa!"
"Não amor, por favor"suplicas-te.
"Sim amor!"
Depois de o dizer, puxei-te e comecei a caminhar.
Com o primeiro passo soltei um grito.
"AMO-TEEEEEEEEEEEE!"
O som propagou-se pelo buraco abaixo.
E enquanto começava a atravessar o fogo, de olhos fechados, continuava a puxar-te contra mim.
Estranho.
O calor desapareceu.
O fogo não nos queimava.
Comecei a correr e tu vinhas logo atrás.
Ouvíamos o fogo a começar a apagar-se mesmo atrás de nós.
E ao mesmo tempo o som do poste a rachar.
Corremos ainda mais depressa.
As chamas agora eram mais altas!
Quando faltavam meros metros para o fim, a porta abriu-se.
Saltei em frente e tu de seguida também o fizes-te.
Lembro-me de ouvir o poste gritar de dor e cair buraco abaixo enquanto passava pela umbreira da porta.
Era tanta a luz!
Ceguei durante momentos.
Aterrei.
Aterrei em algo macio.
E tu aterras-te em cima de mim.
"Conseguimos?" perguntas-te.
"Sim amor, conseguimos"
Agarrámo-nos e olhámos em volta.
Nada.
Ainda estávamos cegos de tanta luz.
Começámos a reconhecer formas, cores.
A pouco e pouco recuperámos a visão.
E quando isso aconteceu ficámos espantados.
Não queriamos acreditar!
Estávamos no jardim, da nossa casa de sonho!
A casa que desenhámos no início de tudo.
Antes de entrarmos na rua de onde tínhamos acabado de sair.
Pusemo-nos de pé.
O meu braço por cima dos teus ombros.
O teu braço à volta da minha cintura.
Tínhamos a roupa chamuscada, molhada, rasgada.
Parecia que tínhamos saído de uma guerra.
E tínhamos!
Finalmente o fim de todos os males.
...

Estava tudo tão perfeito.
Estávamos tão bem.
Tínhamos conseguido chegar ao final da pior das guerras.
Pensei que agora sim, podíamos viver em paz.
Mas não.
Tu largaste-me e afastaste-te ligeiramente de mim.
Puses-te a mão no bolso e tiras-te de lá o desenho que outrora tínhamos feito.
O desenho de onde nos situávamos.
Tu viraste-me as costas e caminhas-te para junto do riacho.
Fiquei parado para ver o que irías fazer.
Ajoalhaste-te na beira do riacho.
Pegas-te no papel e seguraste-o por cima da água.
Murmuras-te algo que não consegui perceber e deixaste-o cair.
Gritei e corri para ti.
O desenho tocou na água e o chão tremeu.
Desequilibrei-me e caí no chão.
A relva começou a ficar húmida.
Molhada.
Encharcada.
Olhei em redor e vi que tudo estava a desaparecer.
Um trovão.
A chuva começou a cair.
Outra vez.
O vento voltou ainda mais forte.
Abanava tudo !
Fendas apareceram no chão.
Buracos começaram a aparecer...
Mais chuva, mais vento, mais trovões, mais buracos, menos paraíso.
Quando dei por mim, estava caído no chão, onde outrora se situava a porta pela qual tínhamos passado.
E tu ?
Tu não te encontravas em lado nenhum.

Não sei porque é que o fizes-te!
Não percebo!

Mas agora era tarde de mais para pensar fosse no que fosse.
Sabia que tinha que me levantar e caminhar em frente.
Outra vez.
Mas agora..
Agora era só eu de volta ao lugar de onde tinha saído.
Só eu.
O vento.
A chuva.
Os buracos.
O início do meu fim.

domingo, 25 de outubro de 2009

Dois em Um.

Cinco letras são precisas,
E um ífan também.
Sem isto não posso escrever,
Muito menos dizer,
Aquilo que por ti eu sinto.

Uma palavra forte,
Forte em sentimento.
Palavra esta que não tem significado.
Impossível de descrever,
Tão forte sentimento.

Por isso eu te digo.
Que apesar de não a poder defenir,
Eu sinto-a!

Sinto-a por ti,
Desde o dia em que te conheci.
Dia esse que nunca esqueci.
Impossível de esquecer,
Pessoa como tu.

E digo hoje e amanhã.
Digo a chorar ou a sorrir.
Mas digo só e unicamente a ti.

AMO-TE.

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 Se deixo de respirar,
morro.
Se deixo de comer e beber,
morro.
Se me suicidar,
morro.
Sem música,
morro.
Sem amigos,
morro.
Sem sol,
morro.
Sem ti,
morro.
Sem o teu amor,
morro.

Vou morrer,
não por deixar de respirar..
Vou morrer,
não por deixar de me alimentar..
Vou morrer,
não por me suicidar..
Vou morrer,
não por a música acabar..
Vou morrer,
não por mais amigos não ter..
Vou morrer,
não pelo sol desaparecer..
Vou morrer,
não por já não te ter..
Vou morrer,
por o teu amor já não me pertencer !

Morri.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Coisa maravilhosa e insaciável.

Que vontade.
Vontade esta que vem de dentro.
Algo que já é necessidade.
É algo que eu sinto que tenho que fazer.
Faz parte de mim.
Coisa maravilhosa, esta vontade que vem de dentro.

Só quero pegar outra vez na minha viola e tocar.
Tocar até me caírem os dedos.
Tocar até o hoje acabar.
Tocar até as cordas se partirem.
Tocar na cama, na rua, no telhado, na praia, na escola, na cidade.
Tocar para mim, para ti, para eles, para todos.
Tocar para satisfazer este meu desejo insaciável.
Tocar por tocar.
Tocar com sentido.
Tocar notas soltas ou músicas completas.
Tocar músicas de minha autoria.
Tocar no meio da cidade.
Tocar e entreter as pessoas que passam.
Tocar no autocarro e cantar com o pessoal.
Tocar lá fora.
Tocar à chuva.
Tocar debaixo da torreira do sol.
Tocar cá dentro.
Tocar em frente à lareira acessa.
Tocar no sofá.
Tocar para desconhecidos.
Tocar para amigos.
Tocar para os mendigos, fazer-lhes companhia, transmitir-lhes um pouco de alegria com a música.
Tocar hoje, amanhã e sempre.
Tocar para viver.
Tocar sem morrer.

E porquê?
Porque somos um.
Eu, a minha viola, a minha música.

Porque é esta a vontade que sinto.
Um desejo insaciável de tocar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Aparelhinho ^^'

E pronto.
Já tenho o aparelho.
Tantos anos, tantos meses, tantas semanas, tantos dias, tantas horas, tantos minutos contados, e FINALMENTE chegou o dia e o momento!
Tenho o aparelho +.+
Como diz a padeira "Estás assim tão feliz por ter o aparelho :o --,?!" xD
E eu respondi "Claro :O! Sem aparelho, como é que chego ao resultado final ?"
"À pois ^^'', tens razão"
Já foste :C 
E pronto, estou todo feliz por ter o aparelho xP
Finalmente vou ter o meu sorriso sem O dente torto --,
Agora tenho o "sorriso metálico".
Elásticos: Azulis :b
Agora é trabalho a duplicar no que toca a higiene oral!
Baaaaah, secaaaaaaa --,
O que vale é que tudo vai compensar *.*
Àh, e não tenho dores !
Ok que a dentista disse que posso vir a sentir logo á noite, amanhã de manhã, ou até mesmo daqui a uns diazitos, mas eu quero acreditar que não vou sentir !
Enfim, o meu esterismo por hoje já passou.
Agora o da Carla ainda dura e vai durar até SEMPRE --,
Tudo por causa do dia 7 de Abril xD
Entrem no site dela para saber detalhes ;)
Beijos *

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sim, eu sei.

Enganei-me mesmo!

Por um lado até estou feliz por me ter enganado.
Foi o fim de uma história fícticia.
Por outro lado, sinto-me vazio e triste por me ter enganado.
Mas não vejo o porquê!
Não vejo, não vejo, não vejo.

(Vejo.
Uma só razão.
Mas vejo.
Não devia estar enganado.
Não devia!
Eu sei que as coisas não eram verdadeiras, sim eu sei.
Eu sei que o mais provável é nem dares conta do que fazes! Não saberes a importância que tudo isto tinha para mim, sim eu sei.
Eu sei que era tudo um sonho, sim eu sei.
Mas tu sabes ? Não!
E sim, eu estava disposto a viver este sonho cruel. Vive-lo sozinho.
Contigo mas sozinho.
Sim eu sei todas as consequências de sonhar este sonho.
Sei também todas as vantagens e desvantagens, mas não quero saber!
Não quero, não quero, não quero!
Só quero sonhar e não mais acordar.
Por mais que sofra quero sonhar.
Se acordado não posso ter o que quero, ao menos a sonhar posso ter um pouco do que quero.
É triste e cruel, sim eu sei!
Mas não quero saber.
Sonhar é concretizar tudo o que queremos e ambicionamos na realidade.
Sonhar é viver num mundo sem regras, onde nós decidimos o que fazer, quando fazer, como fazer.
Sonhar é viver a dormir.

Sim,eu sei.
Esta é a única razão que vejo para estar um tanto delisudido.)

Nâo vejo ou não quero ver ?
Não interessa.
Só sei que tenho sonho.
Quero dormir e sonhar.
Sonhar para preencher este vazio.
Esta tristeza.
E para isso só sonhando contigo Meu Amor.
Mas eu não determino o que sonho..
...mas controlo o que sonho !